sexta-feira, 20 de junho de 2008

2005 - A RESISTÊNCIA CONTINUA...

O DARS-CS (Diretório Acadêmico Raimundo Soares – Ciências Sociais) vem por meio deste comunicado esclarecer à população e aos usuários dos serviços das BARCAS S/A o ato que ocorreu no dia 29 de junho. Depois de vários aumentos abusivos das passagens de barcas e ônibus, os estudantes resolveram organizar uma manifestação reivindicando a diminuição das tarifas das barcas. Organizamos uma passeata que saiu da Universidade Federal Fluminense em direção as BARCAS. Tínhamos a intenção de chamar a atenção da população para o aumento abusivo que a Companhia BARCAS S/A vem promovendo todos os anos. Só neste ano a companhia já conseguiu dois aumentos; de R$ 1,80 para r$ 1,85 e, agora, para R$ 2,00. Assim, organizamos uma manifestação. Como resposta, levamos cacetadas e fomos ameaçados com armas de fogo. Seguranças armados, incluindo funcionários à paisana, distribuíram golpes entre estudantes e usuários das barcas que apoiaram a manifestação. Alguns estudantes foram acusados de agressão e depredação do patrimônio pelos seguranças, uma MENTIRA inventada pelas BARCAS S/A. Os usuários presentes puderam observar que em nenhum momento depredamos o patrimônio da EMPRESA, que é, na verdade, uma concessão do povo às BARCAS S/A. Além disso, fotos cedidas por um fotógrafo free lancer, que estava no local, mostram o momento em que o estudante Bernardo, internado com coágulo cerebral, foi agredido na cabeça por um funcionário à paisana, que fugiu quando percebeu a chegada da Polícia Militar. As fotos mostram ainda o uso de revólveres para intimidar os manifestantes, várias outras cenas de agressão, e cenas dos próprios funcionários da empresa depredando as roletas. Todas as fotos estão disponíveis no site www.midiaindependente.org , para quem quiser ver. Apesar das queixas dos seguranças, só houve ferimentos sérios entre os estudantes. Além do estudante que foi hospitalizado, outro colega teve perfuração do tímpano, provocada, segundo laudo do IML, por pancada no ouvido, e muitos outros sofreram escoriações na cabeça, braços, pernas e boca. A truculência das BARCAS S/A contra os estudantes e trabalhadores presentes na manifestação não pode ficar por isso mesmo. Exigimos que a BARCAS S/A revele imediatamente o agressor do estudante Bernardo Rafael ! Queremos justiça pelas agressões sofridas. As falsas acusações não silenciarão a voz daqueles que já cansaram de pagar até o que não têm pelo direito de ir e vir. Continuaremos com a pressão pela diminuição dos preços das barcas. Não há como a Barcas S/A permanecer com o exorbitante lucro mensal de R$ 2 milhões às custas de estudantes que, devido ao aumento, já não podem freqüentar as aulas regularmente. Agradecemos a população pelo apoio no dia 29 de junho. Só assim, unidos, poderemos conquistar nossos direitos!
PELA REDUÇÃO DAS TARIFAS DAS BARCAS !
POR JUSTIÇA E SOLIDARIEDADE AOS ESTUDANTES FERIDOS!

HISTÓRICO 2005

ATO PELA REDUÇÃO DAS TARIFAS DE BARCAS E ÔNIBUS DIA 29 DEJUNHO EM NITERÓI RJ

Aos Usuários de Transporte Público,
O aumento abusivo da tarifa das barcas e dos ônibus vem, mais uma vez, sugar o dinheiro de estudantes e trabalhadores que dependem diariamente desses serviços para chegar aos seus locais de estudo e trabalho. Os aumentos não correspondem à realidade da maioria da população, que recebe baixos salários e não possui outra alternativa de transporte. Essa falta de alternativas garante lucros cada vez maiores para as empresas que, aumento atrás de aumento, oprimem os usuários. Tudo isso com a conivência de prefeitos, governadora e secretários que defendem os interesses das empresas às custas dos estudantes e trabalhadores. Até os idosos estão perdendo seu passe-livre! Em São Gonçalo os micro-ônibus já não param para recebê-los. A sede pelo lucro não tem limites! Até os próprios trabalhadores dessas empresas são explorados (como os motoristas de micro-ônibus que trabalham por dois e recebem menos do que os outros motoristas).
Como não acreditamos que as autoridades defenderão nossos interesses, estamos repetindo o ato de 2003, quando conseguimos baixar a tarifa das barcas de R$ 1,50 para R$ 1,00. Convocamos toda a população para, como em Salvador e Florianópolis, expressar sua revolta no ATO do DIA 29 DE JUNHO, no CENTRO de NITERÓI. CONCENTRAÇÃO: BANDEJÃO da UFF, CAMPUS do GRAGOATÁ às 17:00 Hs

Reivindicamos:
• Garantia do Passe-Livre para Idosos !!!
• Passe-Livre Geral e Irrestrito para Estudantes Secundaristas e Universitários !!!
• Redução de Tarifas Já !!!
• Fim das Catracas Eletrônicas !!!
• Bicicletário Gratuito nas Barcas (até as bicicletas pagam passagem) !!!
• Melhores Condições de Trabalho!(6H de Trabalho sem diminuição dos Salários!) !!!

HISTÓRICO DE LUTA - 2003

REAJA!

* Você sabia que os donos da concessão das Barcas também controlam a Ponte Rio-Niterói e são donos da viação 1001 e de outras empresas de ônibus?
* Quando (e de quanto) foram os últimos aumentos dos funcionários das Barcas S/A?

* Quem será que ganha com o aumento da tarifa das Barcas de R$1,50 para R$1,80?

Em menos de um ano sofremos mais um ataque da máfia dos transportes, que com desculpas furadas, jogou o preço (já absurdo!) para as alturas; se aproveitando da importância do transporte marítimo entre Niterói e o Rio . Sofremos constantemente esses ataques com aumentos das barcas e do transporte em geral, enquanto o salário não se altera e até parece que diminui. Estudantes, idosos e deficientes físicos têm o direito à gratuidade atacados. Dessa forma, o simples direito de ir e vir é cada vez mais difícil. As barcas, como os transportes em geral, são concessão pública e foram privatizadas. Desde então, os aumentos são cada vez mais descontrolados. Caberia ao governo regular os preços e os serviços prestados, mas isso não tem sido feito. Se calcularmos o aumento de 30 centavos sabemos o peso que terá no nosso bolso, mas não sabemos qual será o lucro obtido. Não deixemos que esse assalto continue impune! Vamos todos à rua protestar contra esta indignidade e exigir do governo do Estado do Rio de Janeiro uma medida urgente.
CHEGA DE EXPLORAÇÃO! SÓ A LUTA PODE GARANTIR OS NOSSOS DIREITOS! DIA 11/06/2003 - CONCENTRAÇÃO NA CANTAREIRA às 16h

A Andrade Gutierrez

Andrade Gutierrez Participações S.A - Os acionistas da AG Concessões são a Andrade Gutierrez Participações S.A, que detém 77,8% do capital da companhia, o International Finance Corporation (IFC) - braço do Banco Mundial (BIRD) para o setor privado, com 13,6%, e a Fundação Atlântico com 8,6% do capital.

Energia:
RME – Rio Minas Energia e Participações S.A. que detém 54,2% do capital da Light S.A. São acionistas da RME a AG Concessões, a Cemig, o Luce Brasil e a Pactual Energia Participações, com participações iguais na companhia.
LIGHT é formado pela RME com 54,2% do capital total da Companhia, pelo BNDESPar 31,4%, pela francesa EDF 6,8%, e os 7,6% restantes continuam em livre circulação (free float) no mercado.

Rodovias:
A AG Concessões atua no segmento de rodovias através de sua participação no bloco de controle da
Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR).
CCR é: 1) AG Concessões, 2) Camargo Corrêa Transportes, 3) Serveng–Civilsan (fundadores da companhia) e 4) a empresa de capital português Brisa.
Sistema Anhangüera–Bandeirantes (AutoBAn);
Rodovia Presidente Dutra (NovaDutra);
Sistema Castello Branco–Raposo Tavares (ViaOeste);
ligação Curitiba–Ponta Grossa–Apucarana–Jaguariaíva (Rodonorte);

Ponte Rio–Niterói (Ponte S.A.); e
Rodovia dos Lagos – ligação Rio Bonito–São Pedro da Aldeia (Via Lagos)

Telecomunicações
A Contax Participações S.A. controla diretamente
a TNL Contax S.A.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Mais um aumento...

Como anunciado pelo Comitê em uma atividade de panfletagem nas barcas/Niterói, a empresa aumentou a passagem para R$ 2,50. Mais um abuso por parte da empresa. Mais do que nunca é preciso agir, protestar contra esses seguidos aumentos que contam com a conivência do estado.

terça-feira, 18 de março de 2008

“Só quando transgredido alguma ordem o futuro se torna respirável” Mario Benedetti (Escritor Uruguaio)

Aos trabalhadores e trabalhadoras,

Hoje o transporte público serve para aumentar a riqueza de empresários. O nosso salário, conquistado com muito esforço, é em boa parte destinado para as contas bancárias dos donos das empresas de ônibus, de trem, de metrô e das barcas.
O transporte coletivo é realizado por empresas privadas, porém é uma concessão pública. Só que essa concessão em nada beneficia a população, o povo, que utiliza regularmente os serviços de transportes coletivos para ir e vir do seu trabalho.
A travessia Niterói-Rio de barcas transformou-se em verdadeiro calvário para os trabalhadores. Desde 2004 alertamos, através da realização de atos, a má qualidade dos serviços e o aumento abusivo das passagens. Em 2007 houve seguidos transtornos para os passageiros que utilizaram esse tipo de transporte. O que devemos fazer? Pedir o fim da concessão.
E porque o fim da concessão? Por que não atende a população de forma satisfatória, não cumpriu o próprio contrato de concessão e é uma questão de justiça, de reivindicar nossos direitos a um serviço de qualidade e barato, que não transforme uma simples travessia da Baía de Guanabara em um calvário, seja na hora de ir ou de voltar do trabalho.
A BARCAS S.A. não construiu o terminal de São Gonçalo e atrasou a construção de novas barcas. O prazo acabou, mas, para a surpresa (será mesmo?) da população, o governo do Estado passou a mão por cima, como se faz com um filho mimado, e aceitou as justificativas da empresa.
Em 2007, depois de uma série de acidentes, a Agência Reguladora (AGETRANSP) convocou uma audiência pública no prédio do DER, que só serviu para reclamação da própria empresa, uma vez que esta alegava prejuízo operacional e pedia ajuda ao governo estadual.
Depois disso, nada aconteceu, ou melhor, as filas aumentaram, a estação foi amontoada de quiosques e as instalações estão péssimas. A AGETRANSP e o Secretário Estadual de Transporte, Julio Lopes (PP-RJ), nada fizeram, ou melhor, fingiram que fizeram, com instalações de ouvidorias e visitas a estações durante a semana dos acidentes, sobre “pressão” da mídia corporativa.



Para piorar a situação, o BNDES financiou a construção das novas barcas, mesmo sem a empresa ter cumprido os termos do contrato de concessão. As novas barcas, que saem à conta- gotas, pelo incrível que pareça são piores que as velhas. Além disso, segundo os próprios jornais corporativos há suspeita de desvios de dinheiro. Na prática, isso só comprova as relações promíscuas do governo Sergio Cabral (PMDB) com a BARCAS S.A.

A BARCAS S.A: 1) não cumpriu os termos do acordo, e mesmo assim o BNDES financiou as novas barcas; 2) não presta um serviço eficiente e de qualidade, com filas enormes e atrasos; 3) as passagens são caras; 4) os terminais estão obsoletos e desconfortáveis; 5) há seguidos acidentes.

Os fatos estão colocados e só demonstram a necessidade de mudar esta situação. Os empresários só olham o LUCRO e o saldo no final do mês das suas contas, que são pagas com o nosso salário. Para modificar isso, só com a nossa união e ação direta, protestando pelos nossos direitos. FAÇAMOS NÓS COM AS NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS TUDO AQUILO QUE NOS DIZ RESPEITO!

sexta-feira, 7 de março de 2008

REIVINDICAMOS:

- O fim da concessão para as BARCAS S.A.;
- Diminuição Imediata das Tarifas;
- Melhoria e ampliação dos terminais;
- Controle Popular dos Transportes, o povo decide o preço das tarifas;